Canil Matsuyama - Raça Akita Inu

Julgando o Akita Pelo Padrão da Raça

Julgando O Akita

Julgando o Akita pelo padrão oficial da raça

Julgando o Akita pelo padrão oficial da raça

Aparência Geral

A coloração e aparência do pelo têm grande influência no que chamamos “aparência geral”. Mais importante, entretanto, é a conformação e estrutura do Akita. Os tamanhos e proporções devem coincidir com os parâmetros do padrão. Para a excelência em conformação e temperamento, o Akita deve possuir outras qualidades também. As orelhas do Akita devem estar ajustadas no ângulo apropriado seja visto tanto de frente como de lado. A posição do pescoço deve expressar força, potência. O dorso deve estar nivelado e com uma forte garupa. O Akita precisa Ter uma cauda densa, bem enrolada e colocada. A cauda apropriada contribui muito para expressar a aparência de dignidade. As pernas são bem balanceadas com apropriada angulação e correto posicionamento. O posicionamento parado deve indicar autoconfiança, tanto quanto dignidade. Isto é, entretanto, descartado para filhotes e cães jovens que possuem uma atitude inocente e feliz. Fêmeas precisam demonstrar graça e feminilidade.

Cabeça

A conformação de cada parte da cabeça, contribui para expressão de majestade, dignidade e uma simplicidade estética, enquanto o posicionamento e balanceamento são partes vitais para o quadro como um todo.

As orelhas do Akita têm forma de um triângulo escaleno (triângulo com os 3 lados desiguais), com as pontas ligeiramente arredondadas. Caso a inserção das orelhas seja muito alta, a distância entre elas seria muito estreita. Se a inserção for muito baixa dá-se o contrário, chamada Kanzashi mimi *1
( grampos ornamentais para cabelo). Estas são as orelhas cujos pavilhões estão colocados lateralmente não frontalmente e podem ser colocadas viradas para fora (orelhas de aeroplano).
A orelha correta é aquela que quando se traça uma linha perpendicular saindo da ponta da orelha, atravessa o triângulo e chega ao meio da base dele.

O formato e expressão dos olhos indicam seu temperamento e tem uma influência decisiva no aspecto de dignidade e majestade. O formato do olho é de um triângulo escaleno com o lado maior na horizontal. O canto interno é profundo e a linha da pálpebra inferior se estende para cima com o canto externo diretamente abaixo da orelha. Se a distância entre os olhos é muito reduzida o Akita fica com uma expressão muito severa e nervosa. Se são inseridas muito distantes a expressão não é vigilante nem inteligente.

Os olhos devem ser escuros. Olhos claros fazem o Akita perder a dignidade.

Lateralmente a linha e ângulos da cabeça são muito importantes. O ângulo da orelha é agudo em relação a uma linha horizontal. O ângulo ideal é quase paralelo ao ângulo do pescoço. Se o ângulo for muito amplo, as orelhas muito eretas, faltará concentração na expressão. Por outro lado se o ângulo é muito agudo, a expressão será apática e sem espírito. A linha da cana nasal deve ser quase paralela à do crânio. O ângulo do stop precisa ser moderado.

A profundidade do stop juntamente à construção da testa (fronte) é um elemento crítico na cabeça do Akita a ser observado. Deverá ter um sulco bem definido entre os olhos até o final do crânio, mas sem rugas frontais. Se os lábios são muito estirados o cão perde a dignidade que é uma das Características mais importantes dos cães japoneses.

O padrão oficial descreve o focinho como potente, de comprimento médio, base grossa xtremidade não afilada, lábios aderentes. O lábio superior deve ser aderente, forte sem pele solta ou caída. Se os lábios superiores são ligeiramente caídos o focinho não terá a forma correta.

O formato do focinho pode ser descrito aproximadamente como fazendo parte de um destes 3 tipos: circular, retangular e triangular.

O focinho triangular falta massa. A cana nasal é estreita, dá a impressão de que falta alguma coisa. O lábio superior é também um pouco frouxo.

O focinho retangular é chamado HAKOGUCHI *2 (boca de caixa). Um cão com um focinho retangular sempre falta bochechas delineadas e tem tendência a lábios pendentes, dando ao focinho uma aparência fraca. O focinho ideal tem a forma circular conferindo à cabeça a clássica e completa expressão desejada sem nenhuma fragilidade ou flacidez.

Corpo, Proporção e Postura.

A visão lateral dos Akitas na postura natural e normal exibe linhas e ângulos de cada parte do corpo que estão em correta harmonia entre si. Esta postura mostra exatamente os ângulos da cabeça e pescoço, linha do dorso, a apropriada posição das pernas assim como o porte da cauda bem enrolada.

A proporção desejável da altura na cernelha em relação ao fundo do peito é de dez para cinco (10:5) enquanto que a altura da cernelha em relação ao comprimento do tronco é de dez para onze (10:11) (medida em termos da proporção da altura na cernelha versus o comprimento, as fêmeas têm o tronco mais longo que os machos).

Os pés devem estar plantados sobre linhas paralelas entre si em ambas direções, isto é, tanto olhando de frente como pela lateral. Na postura chamada contraída as pernas dianteiras posicionam-se muito para trás enquanto, ao mesmo tempo, as pernas traseiras são posicionadas à frente do corpo. Esta postura é frenquentemente resultado de jarretes em foice. Cães que param dessa maneira tendem a ter o dorso carpeado com partes do corpo não fluindo entre si. O movimento é característico de falta de flexibilidade e o quadro como um todo é de carência de força, coragem e dignidade. Outra postura é a chamada de dispersa ou postura de cavalete. Esta é exatamente o oposto da postura contraída. Cães carentes de condição, sem esgalgamento, e linha de dorso fraca freqüentemente aparecem neste caso. O quadro dá a impressão de moleza, frouxidão geral e falta de força.

Na visão frontal, são importantes, as proporções, o formato e a estrutura da cabeça, pescoço, ante peito, cotovelos, pernas e pés dianteiros. Devem ser avaliados a harmonia e o balanço entre o pescoço grosso e musculoso, uma bem construída cabeça, ante peito bem desenvolvido assim como fortes pernas dianteiras para suportar o todo.

As articulações dos cotovelos devem ser apropriadamente posicionadas, os pés devem ser redondos, almofadas espessas e dedos fortemente arqueados. A distância entre as duas pernas dianteiras deve ser adequada. Se o posicionamento das mesmas for muito largo ou muito estreito, resultará em uma conformação de corpo de aspecto não saudável.

Pernas que possuem a ossatura ou muito pesada ou muito leve ou pés chatos indicam fraqueza. Visto por trás, a distância entre os pés posteriores assim como a estrutura das pernas em relação à largura do traseiro é muito importante. Os músculos posteriores necessitam estar bem condicionados para mostrar a aptidão e força. As pernas traseiras devem ser retas quando vistas por trás com os jarretes não voltados para dentro (jarretes de vaca) ou para fora (pernas arqueadas ou de porco). Pernas traseiras retas, mas muito próximas também são indesejáveis. Jarretes de vaca, pernas arqueadas ( de porco) e pernas muito próximas entre si são indicativos de debilidade.

Quartos Anteriores

As pernas dianteiras precisam suportar a cabeça sólida, o pescoço grosso e o peito robusto assim como o esforço para permitir rápidos movimentos em todas as direções. Sua estrutura esquelética compreende a escápula (lâmina do ombro) úmero (antebraço) rádio e ulna (braço) ossos do carpo (carpo ou munheca) metacarpos e falanges (pés). O metacarpo deve ter boa flexibilidade e ter inclinação (ângulo) apropriada para efetivamente absorver o impacto, causado pelo peso dos pés do cão, no solo.

Quartos Posteriores

As pernas posteriores fornecem a força e impulso necessários para a propulsão. A estrutura esquelética da perna traseira consiste no fêmur (coxa), tíbia e fíbula (perna) ossos do tarso (jarretes) metatarsos e falanges (metatarsos e pés). Como aqueles dos membros anteriores os ossos dos membros traseiros devem ser ligados entre si nos ângulos apropriados. Uma estrutura correta requer músculos firmes, fortes e bem condicionados. Finalmente ambos os pés, dianteiros e traseiros, precisam ser compactos, fechados e flexíveis assim como com almofadas espessas.

Cauda

A cauda do Akita é um indicativo de sua dignidade e beleza. Deve ser grande e corretamente enrolada. Uma cauda de tamanho apropriado, quando desenrolada, atinge aproximadamente o jarrete. Caudas curtas em geral não têm curvatura suficiente enquanto que caudas longas tendem a ser frouxas no final. Vários tipos de curvatura são encontrados incluindo curva à esquerda, curva à direita, “Taiko Maki” (curva em tambor ou curva cheia) e curva dupla. Mas mesmo caudas do mesmo tipo não são sempre uniformes.

Algumas são pequenas com a curva muito apertada, outras são enroladas para baixo e ao lado contrário do dorso.

Também existem caudas com curvas insuficientes conhecidas como “Nageo-o” *3

Acredito que a cauda ideal do Akita é portada alta e com o formato de uma elipse.

Uma elipse que é paralela aos ângulos de outras partes do corpo, em particular ao pescoço, e em termos de estética é especialmente agradável. Uma cauda de porte alto, grande e corretamente curvada em conjunto com os ângulos dianteiros e orelhas eretas são componentes muito importantes do corpo. Caudas que não enrolam são penalizadas com desqualificação.

Pelagem e Cor

O pelo de cima é duro e reto, sub-pelo macio e denso, a cernelha e garupa são revestidas com um pelo ligeiramente mais comprido, o pelo da cauda é mais longo que o
do resto do corpo.

Vermelho-fulvo, sésamo (pelos vermelhos com as pontas pretas) tigrado e branco. Todas as cores acima mencionadas, exceto a branca, devem apresentar o “URAJIRO” (pelagem esbranquiçada nas laterais do focinho, nas bochechas, sob o queixo, pescoço e ventre, na face inferior da cauda e face interna do membros).

A primeira coisa que nos chama a atenção quando estamos olhando para um elegante cão posicionado na pista de exposição, é sua aparência geral e a cor de sua pelagem.

A textura desta pelagem contribui com grande importância para a imagem e impressão geral. A pelagem do Akita deve ser grossa e dupla: pelo superior reto (externo grosso) e subpelo macio. Entretanto o comprimento do pelo varia dependendo da parte do corpo. Cores de pelagem incluem o vermelho, tigrado, sésamo e branco.

Atualmente as cores mais comumente observadas nas pistas de exposição são vermelho, tigrado e branco. Outras cores raramente são observadas. Com exceção do branco todas as outras cores devem ser sombreadas com uma quantidade apropriada de Urajiro *4 (pelagem de cor branca ou quase branca que está presente nas laterais do focinho, nas bochechas, na parte inferior do queixo, pescoço, peito, tronco e cauda assim como no lado interno das pernas). As cores preferidas têm elegância e pureza assim como luminosidade. A pelagem, em adição a sua qualidade e cor, deve estar em boa condição em relação a sua densidade e equilíbrio das suas características. Além
disso, a condição da pelagem pode alterar a própria cor assim como afetar a avaliação do cão como um todo.

*1 – Kanzashi mimi : literalmente, “orelhas de grampo de cabelo”, orelhas voltadas para os lados ao invés de para frente. Orelhas de aeroplano.
*2 – Hakoguchi: focinho quadrado, tosco.
*3 – Nageo-o: uma cauda com curvatura insuficiente.
*4 – Urajiro: pelagem de cor branca ou esbranquiçada nos lados do focinho, nas bochechas, em baixo do maxilar inferior, pescoço, peito, tronco e cauda assim como do lado interno das pernas.