Canil Matsuyama - Raça Akita Inu

Filhotes de Akita

7 de setembro de 2015

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NASCIMENTO

Parto e número de filhotes:

Uma fêmea da raça Akita pode gerar um número variável de filhotes, mas em média terá entre 4 e 8 filhotes. Em minha opinião, o ideal é quando a ninhada não ultrapassa 5 ou 6 filhotes, o que proporciona que a cadela possa cuidar melhor deles e que os mesmos possam se desenvolver da melhor maneira possível. Penso que o parto deve ser acompanhado. Quando se fizer necessário, é importante a interferência de uma pessoa que auxilie a tarefa da cadela que, às vezes, não consegue ser eficiente no rompimento do saquinho que envolve o filhotinho ou em esquentá-lo, ou mesmo em colocá-lo na teta. Seja por cansaço ou por inexperiência, a falha da cadela nessas funções pode determinar que o filhote não se reanime ou mesmo causar a morte do mesmo.

Cor dos filhotes:

Como se sabe são 4 as cores características do Akita: branco, vermelho, tigrado e sézamo. Com relação ao branco não tenho dúvida de sua cor desde o nascimento. Mas no que diz respeito às outras cores, ao olharmos um filhotinho recém nascido, não necessariamente podemos prever a cor que terá o cão adulto. No caso de um Akita adulto vermelho, na maioria das vezes o filhote nasce marrom acinzentado. No entanto, pode acontecer que nasça muito escuro, quase preto e, na medida em que passa o tempo, a pelagem vai ficando “frutacor”, surgindo fios vermelhos misturados a fios pretos. Esta mistura de cores vai então evoluindo, até surgir uma dominância vermelha, que vai se definindo gradativamente até os18/24 meses. Nestes cães, em geral, o vermelho corresponderá a uma tonalidade mais intensa do vermelho. Quando se dá esta evolução na cor da pelagem, mas até os 2 anos o Akita mantém-se vermelho com uma raja escura emcima do dorso, teremos então a cor sézamo ( o fio do pêlo do Akita vermelho é composto por 3 cores: preto na raíz, depois branco e a ponta vermelha; no sézamo há uma inversão dessa ordem, sendo na raíz vermelho, branco no meio e preto nas pontas). Em relação ao tigrado, a maioria das vezes é possível definir sua cor logo após o nascimento, mas há filhotes que também são preticamente pretos ao nascer e só com o tempo é que se definem como tigrados. Estes exemplares, quando adultos, geralmente serão tigrados muito escuros.

CUIDADOS INICIAIS

Peso dos filhotes:

Em minha experiência, o peso médio de um filhote ao nascer deve estar entre 350 e 450 grs., sendo que a tendência é que o macho seja levemente mais pesado que a fêmea, embora esta não seja uma regra fixa. Diz-se que a diferença de peso (tanto no nascimento como nos primeiros meses) depende do tamanho da ninhada e também do fato dos filhotes terem sido gerados em dias diferentes. No entento, esta crença não é aceita por muitos, que argumentam que o processo é muito semelhante ao que ocorre com os humanos: não há regra fixa que define as razões para que alguns “filhotes” sejam menores e outros maiores.

No entanto, em minha experiência, a tendência é que após o 3º ou 4º mês de vida se definem as diferenças de tamanho entre os filhotes de uma mesma ninhada: alguns realmente serão menores, enquanto outros vão alcançar o mesmo tamanho dos maiores da ninhada. É aconselhável, em minha opinião, que os filhotes sejam pesados de 2 em 2 dias, para que aqueles que estejam ganhando menos peso, sejam mais observados e ajudados a ficar nas melhores tetas. Em geral, estes filhotes são os menores ou menos ativos e, por isso, são freqüentemente empurrados pelos outros para as tetas menos fartas. Nos primeiros dias os filhotes ganham em média 50 grs. por dia.

Média do peso aos 15 dias: entre 1 kg e 1,400 kg
Aos 30 dias: entre 2,500 kg e 3 kg
Aos 60 dias: entre 6,500 kg e 8 kg
Aos 90 dias: entre 12 kg e 13 kg

Alimentação dos filhotes:

Nos primeiros 20 dias a alimentação deverá ser exclusivamente o leite oferecido pela mãe. A partir dessa data, quando os filhotes já estiverem em pé e já estiverem com os olhos abertos, ofereço ração moída (ou amolecida), misturada em água ou ricota. Na época em que se introduz a ração, é freqüente que as fezes fiquem amolecidas, podendo inclusive surgir diarréia (às vezes a ricota pode ser a causa da diarréia, quando deve então ser retirada). Nesta eventualidade costumo dar água de arroz. Se a diarréia persistir, o recurso é a busca do veterinário. Do 20º ao 30º dia permito que a mãe entre na caixa e amamente seus filhotes numa média de 3 a 4 vezes por dia. Depois disso, ela mesma irá se distanciando naturalmente e, quando isso não ocorrer, deve-se forçá-la a isso – os bebês já têm dentinhos que machucam as tetas da mãe. A partir do início da ingestão de alimentos, o único alimento adequado é a ração. Para cães de pêlo a utilização de sal ou açúcar, assim como farináceos, é contra-indicada.

FILHOTES DEIXAM A MÃE

Época em que os filhotes saem de casa:

É freqüente que os filhotes sejam definitivamente separados do resto da ninhada e tenham uma nova casa muito precocemente, pricipalmente quando os mesmos são vendidos ou presenteados a alguém. Considero que antes dos 60 dias, a mudança sempre é uma situação de risco, na medida em que os filhotes muitas vezes ainda nem receberam a 2º dose da vacina. E esse risco é muito maior quando esses filhotes são levados para serem vendidos em feiras de animais, locais em que o risco da contaminação é extremamente grande e a imunidade dos filhotes é muito baixa, sendo freqüente a morte desses animais em decorrência disso.

DIFERENÇA ENTRE FILHOTE E ADULTO

As diferenças entre um filhote e um cão Akita adulto:

De modo geral os filhotes de Akita entre 45 e 60 dias são animaizinhos muito lindos, que encantam irresistivelmente as pessoas. Estou convencida que é muito difícil, para não dizer impossível, saber nessa idade como será o cão quando adulto. Um cão da raça Akita sofre inúmeras modificações ao longo de seu desenvolvimento. Existem alguns aspectos que podem ser avaliados em relação à potencialidade de um filhote, tais como ossatura, proporções, tamanho da cabeça, etc…mas hipóteses que nem sempre se sustentam ao longo do tempo. Existem também outros parâmetros que podem ser levados em consideração para se apostar na qualidade do cão, tais como o conhecimento de seus pais e avós, a excelência do pedigree, mas aqui também somos enfrentados com a complexidade da genética. Além disso, os cuidados dispensados ao cão tem um peso quase tão grande quanto sua ascendência hereditária. Desta forma, aquelas pessoas que desejam ter um cão “para exposição”, como se escuta dizer, é mais recomendável que adquiram um exemplar com amis idade, embora isso possa modificar o preço da aquisição do mesmo.

O artigo acima foi escrito pela Sra. Kenia Ballvé Behr criadora.