Canil Matsuyama - Raça Akita Inu

Considerações Sobres Pelos Longos

7 de setembro de 2015

Há alguns anos os exemplares de chows pelo curto quase foram extintos devido ao desinteresse de criadores pela variedade. Desde a década de 70 há um trabalho em pról do desenvolvimento da variedade. Um dos aspectos interessantes sobre as duas variedades de chows foi a determinação do funcionamento genético que controla a variedade do pelo. Por se tratar de apena um par de genes, a compreensão de seu funcionamento é mais simples, ao contrário do que ocorre com as cores, onde vários pares de genes são atuantes. Lembrando que dentro das duas variedades ocorrem exemplares com pelos diferentes, mais longos, curtos, densos ou ralos. Mas este aspecto é trabalho por outros genes. A diferença de textura entre as variedades também as caracteriza. Algumas outras raças também apresentam o mesmo gene, entretanto o padrão pode não aceitar uma delas, assim como o Akita, onde o pelo curto é admitido e o pelo longo não. Vamos determinar a seguinte nomenclatura para o gene do pelo longo, chamando-o de L e o do pelo curto de C. Sabemos que o gene C é dominante, ou seja, se ele aparecer no genótipo (mapa genético) indicará que o cão é um pelo Curto, mesmo que o outro gene seja L. Um pelo longo sempre terá o seguinte genoma LL e um casal de pelos longos nunca terá filhotes pelo curto. Enfim, vamos trabalhar algumas possibilidades.
pelo Curto: LC ou CC pelo Longo: LL

Algumas considerações:

1) Se nascer um pelo longo de um acasalamento entre 2 pelos curtos, então o genótipo dos progenitores é LC. Além disso, a tendência é que 25% da ninhada seja pelo longo, 50% seja pelo curto, mas carregue o gene longo e 25% seja puramente pelo curto (CC), ou seja, jamais terá filhotes pelo longo. Pais: LC x LC Filhotes: LL – LC – LC – CC.

2) Se num acasalamento entre um pelo longo e um pelo curto não nascer nenhum pelo longo, então o pelo curto não possui gene pelo longo e toda a ninhada carregará o gene pelo longo. Pais: LL x CC Filhotes: LC – LC – LC – LC

3) Se no mesmo acasalamento nascer filhotes pelos longos e pelos curtos, então o pelo curto possui o gene do pelo longo. A tendência, neste caso, é que metade da ninhada seja longa e a outra metade de curtos. Pais: LL x LC Filhotes: LL – LC – LL – LC

4) Dois pelos longos só terão filhotes pelo longos, não importando quem são os avós. Pais: LL x LL Filhotes: LL – LL – LL – LL

5) Se um pelo curto gerar um filhote pelo longo, então ele será LC.

6) Se o mesmo cão for acasalado com outro(a) e a ninhada for relativamente grande, para ter uma probabilidade maior para se ter certeza, e não nascer nenhum pelo curto, então as chances deste segundo cão ser pelo curto CC são maiores. Neste caso 50% da ninhada leva o gene L à frente.

Pais: CC x LC Filhotes: CL – CC – CL – CC

As considerações levam em conta probabilidades estatísticas e, assim como as ninhadas tendem a ser 50% de macho e 50% de fêmeas, nem sempre isso ocorre, mas ao longo de vários nascimentos a tendência é a convergência para as probabilidades.

Por se tratarem de uma variedade não muito desejada no passado, extingüir o gene pelo curto é mais fácil, e quase ocorreu, pois por ser dominante, ele somente seria passado à frente caso os criadores os utilizassem nas criações. No caso do pelo longo, ele poderia se “esconder” dentro de criações dos pelos curtos e aparecer com uma freqüência caso não houvesse um trabalho de mapeamento do plantel para identificar os exemplares que o carregam. Alguns criadores acreditam que o acasalamento de dois exemplares de variedades diferentes traz alterações na textura do pelo, entretanto estas opiniões não são compartilhadas por todos os criadores e não há indicação contrária pelos principais clubes do mundo. Caso as duas criações fossem separadas, o ideal de um plantel pelo curto seria tê-lo completamente CC, desta forma todos os filhotes seriam pelos curtos e não nasceriam filhotes pelo longos.

Créditos:
Eduardo Antunes – Chow Chow Brasil
www.chow.com.br